quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

VIAJANDO PARA GLASGOW - ESCÓCIA

Desta vez escolhemos o Aeroporto de Gatwick para a saída de Londres. Eu tinha muita curiosidade em conhecê-lo, mas sempre achava longe. De fato fica fora da cidade e o meio mais convencional para alcança-lo é o trem. Saída da Victoria Station.

 
Siga rigorosamente esta orientação, senão você pode ter dores de cabeça. Saímos domingo do hotel e levamos apenas uma mala de avião. A outro deixamos no maleiro do hotel, pois voltaríamos por Londres. Para fazer este acordo é preciso negociar, pois nem todos os atendentes de plantão querem fazer este favor. Se nós não tivessemos conversado quando chegamos teriamos que levar a mala para o maleiro do aeroporto, pois a recepcionista que fez o check out disse que não era praxe  guardar as malas dos viajantes. Argumentamos que o atendente que nos recebeu havia consentido previamente  e aí ela concordou também. Como saímos no domingo e estávamos situados num ponto estratégico, pegamos o metrô. Mas havíamos esquecido que várias estações ficam fechadas e tivemos que fazer várias baldeações. São poucas estações de cada vez, mas tem corredores para pegar na mudança de linha, escadarias para subir Enfim faça tudo com tempo para não atrasar e perder o trem, e por consequência o vôo. A Circle e a District Line são as estações que costumam fechar. Fomos até o Green Park pela linha Picadilly e depois tomamos o metrô na linha Victoria. Uma estação apenas, mas pode complicar a vida, como já falei.Com hora marcada de vôo, melhor não arriscar com atrasos  desnecessários.
Chegando na Victória não achamos indicação para pegar o o expresso para Gatwick. Depois de andar um pouco e pedir muitas informações fomos encaminhados para o PORTÃO 13. (siga para o portão e NÃO para o guichê 13). Foi aí que nos confundimos , pois dentro da estação existe um guichê 13.
No Portão 13  se vende os tickets e é também de onde sai o trem.Os expressos saem a cada 15 minutos e levam cerca de meia hora para chegar ao destino. No aeroporto tudo é fácil. Lembram da pontualidade inglesa?...pois é ...o avião atrasou mais de 1 hora. A segurança estava bem reforçada, guardas de metralhadoras..tudo por causa da violência  no Middle East e ameaças constantes. Não dá pra vacilar.
O vôo foi tranquilo, uma vista bonita, o aeroporto de destino pequeno , mas bem sinalizado. Tomamos o ônibus 500  - First 500 Glasgow Shuttle , que pára nos  principais locais do centro da cidade ( fazendo ponto final na Buchan's Street. O ônibus passa pelas duas estações de trem , A Glasgow Central Train Station  e a Glasgow Queen Street Train Station. Paga-se o ticket diretamente ao motorista, valor de  6 libras. O ônibus nos deixou na esquina do nosso surpreendente e velho conhecido Hotel. Lembram-se da viagem a Inverness? Pois é, o hotel fica no conjunto da estação de trem, a Glasgow Train Station. Lindo prédio, datado de 1883,  parece um castelo.

 
 O Estilo é Queen Anne e a obra assinada pelo Arquiteto Robert Roward Anderson. É elegante e luxuoso e de acordo com informações de guias e da leitura da história do próprio hotel, ali se hospedaram JFK, Winston Churchill, Frank Sinatra e Roy Rogers, dentre soberanos e políticos: www.thegrandcentralhotel.co.uk Uau! Nem tinha idéia disto, quem escolheu para nós foi o agente de turismo Leonardo Biosca (leonardobiosca@uol.com) , atualmente com uma franquia da Hello Austrália, no Rio de Janeiro.  Realmente o hotel  é bem confortável, pessoal extremamente gentil, excelente restaurante. Faz toda a diferença numa viagem tal aconchego.
Depois da acomodação, ainda dia claro, fomos visitar a cidade, caminhando ali nas ruas centrais.

Por ser verão, via-se muitas pessoas tomando cerveja , ou quem sabe whisky em mesas nas calçadas e aproveitando os últimos raios de sol da estação.

 Seguimos por todo o centro histórico, pois tudo era perto. Chegamos até a  George Square , onde está a Câmara dos Deputados - City Chambers, um belo prédio de 1888.

Visitamos também uma igreja Anglicana e tivemos uma longa conversa com o Clérigo que nos achou muito bem vestidos, referindo-se a maneira discreta da nossa roupa. Amo a Igreja Anglicana, como eles são gentis, afetuosos e receptivos. Não foi esta a primeira vez que tivemos uma acolhida tão calorosa. Leia peripécias em York/UK, neste blog.

 Também fomos ver de perto a famosa e prestigiada The Glasgow Royal Concert Hall, situado na Buchanan Street. Ponto de referência para quem gosta dos espetáculos de musica erudita e folclórica. Mas não assistimos a nenhuma apresentação.
The Glasgow Royal Concert Hall

 
 
Como todo o domingo acaba monótono e estava esfriando resolvemos jantar no restaurante do hotel, cuja comida foi fantástica, considerando que já estávamos com certa fome. Para você que não tem muita intimidade com as comidas do local eu recomendaria, como entrada uma Lentil Soupe ( sopa de lentilhas) para esquentar o coração, e como prato principal o pork belly ( é uma tenra carne de porco, assada),  acompanhado de purê de batata com ervas, vários molhos inclusive o chutney ( que eu gosto muito). Todos servidos separadamente. O vinho foi um espanhol ( Rioja crianza tempranillo). Como sobremesa depois de um farto jantar só um sorvete de baunilha com gotas de chocolate e morangos frescos. Depois desta extravagância ainda encerramos com um expresso (Toninho) e eu com um licor.
O café da manhã é bem farto. Tem o tradicional breakfast inglês, cheio de frituras ( ovos , bacons. salsichas e linguiças etc..) mas tem  também o " healthy" : granolas , iogurtes, frutas, pães variados, doces, queijos e frios. Os pães doces do Reino Unido são maravilhosos. Alguns de massa folhada com passas ou geléias, outros tipo brioche. Pode comer até se fartar, se puder. Estas informações são importantes para quem pensa que vai encontrar comida ruim no Reino Unido.
Segunda de sol, ideal para um tour pela cidade , que é grande, mas não tanto quanto um paulistano pode imaginar. Só que é espalhada, possui parques, belas ruas residenciais e de comercio. Prédios históricos de beleza impar, igrejas e lojas nos calçadões. A rua mais central e de lojas elegantes é a Buchanan.  A maioria das boas lojas londrinas mantém filiais  ali , como a House of Fraser ( com grifes de alto luxo - Hermes, Dior, Chanel), a  Bromel and Russel , de sapatos, a L. Benet dentre outras mais populares como a Monsoon, Accessorize, BH e HM. Um dos produtos que se busca na Escócia é a cashmere, mas não há variedades, ou eu pelo menos não as achei facilmente. Parece que falta criatividade, tudo muito igual. Fizemos um recorrido pela cidade nos ônibus Hop on Hop off. Não descemos em lugar nenhum, para termos uma noção de tudo o que ver. Estávamos munidos de folders e mapas também. O lado mais agitado da cidade, além do City Centre é o West End. Onde estão museus, a Universidade e muitos Pubs cheios de história, muito antigos.
Nos dias seguintes fomos fazendo as visitas ao nosso gosto, começando pela bela Catedral de St Mungo ou Kentigern , o padroeiro da cidade, que se localiza na Castle St,   zona central da cidade a mais ou menos 10 minutos de carro. Trata-se de uma igreja medieval erguida entre o 13 º e o 15º século, no mesmo local onde se pensa que o santo houvesse sido enterrado em 612 DC. Na cripta há o seu túmulo em pedra, bem  rústico.

 

 
 
 

 
O teto é de madeira . O órgão é monumental. Pé direito alto, 
Nas imediações existe o cemitério (The  Necropolis) com túmulos históricos, tanto pelo fato de pessoas importantes estarem ali enterradas, como pelos monumentos erigidos por arquitetos famosos como Mackintosh. Fala-se que é a única representação vitoriana de Glasgow e retrata a riqueza da época.
 
Outro ponto de visitação , para se passar boa parte da tarde é o JARDIM BOTÂNICO , Botanical Garden. Vale a pena se refestelar ao sol, em meio a flores, muito verde e até macieiras repletas do fruto. Na estufa tropical passamos bastante calor junto a vegetação típica das nossas matas brasileiras.


 
 

 
O trajeto do ônibus Hop on Hop off é ideal para ser acompanhado porque passa em todos os pontos de interesse, como museus, ruas de lojas, além de se  ter uma certa orientação sobre prédios históricos ( inclusive os velhos pubs datados de 1400, 1700, etc)
Na viagem anterior à Escócia o que nos chamou a atenção foram as histórias macabras e uma certa atração pela morte. Na época da chamada santa inquisição, que de santa não tinha nada, matou-se muitas bruxas ( coitadas). Era só um vizinho não gostar e denunciar que a pessoa passava por um verdadeiro calvário. Aqui não foi diferente. A maior atração eram os enforcamentos em praças públicas. No último, em que um comerciante matou a esposa e a sogra, compareceram 80.000 pessoas. Parece que não têm o que fazer.... tantos teatros, boa música, shows variados ... mas são guiados pela  famosa atração fatal. Tudo isto nos foi mostrado ao longo do giro pela cidade. Os cárceres e as praças de execução estavam no roteiro turístico..bah!
No fim da tarde uma parada num dos animados barzinhos com mesas nas calçadas e depois o aconchego do hotel porque a noite esfria bem. Nos dias subsequentes seguimos para a casa de Macintosh, que fica dentro do famoso e belo complexo de prédios  da Universidade.( A casa não abre à visitação as segundas), Na verdade não se trata da original, que foi demolida. Essa casa foi uma réplica da que McIntosch vivia com sua esposa. É  uma concepção  mais moderna das casas inglesas. As luminárias perdem aqueles rococós dos palácios e casas clássicas e passam a ter uma forma mais arrojada. Os armários são embutidos , o que foi uma inovação para a época.  A sala de jantar é de paredes de um grafite escuro. A mesa é baixa, rústica  de madeira natural, rodeada por cadeiras negras. Tem uma certa e reconhecida influência oriental no design. Os quartos e escritório/sala de estudos fica na parte superior, que se alcança por escadas de madeira. Lá encima é tudo muito claro, com amplas janelas voltadas para os parques do entorno. A forração do chão é outra inovação para a época: o carpet. É realmente uma casa de transição entre o luxo clássico inglês e os novos tempos , em que a praticidade e um certo ar clean passaram a entrar no gosto das pessoas.
Esta casa , faz parte do Hunterian Museum. O Hunterian Museum num dos seus prédios concentra  as coleções romanas e escocesas do mescenas e cientista Willian Hunter, que igualmente  financiou as obras do prédio . O Hunterian  compõe-se ainda de museu de geologia, etnografia, egito antigo, instrumentos científicos , moedas e medalhas. Vale a pena um dia no local para ver todas as sua belezas e aprender mais e mais sobre as matérias ali abordadas.

UNIVERSIDADE DE GLAGOW

 
A Universidade merece uma cuidadosa visita. Pelo que já foi falado e também  pela beleza estonteante do prédio como toda a riquesa histórica e cultural que encerra. Fundada em 1451 é uma das Instituições de maior respeito no Reino Unido e também tem o reconhecimento mundial entre as melhores Universidades. Pensadores eminentes como o cientista Lord Kelvin e o pai da economia Adam Smith dão o quilate dessa casa de saber. 
O Campi situado em Glasgow chama-se Gilmorehill. Existem mais dois campi que situam-se fora da cidade. 
O campus Gilmorehill está localizado na região oeste de Glasgow, cerca de dois quilômetros do centro da cidade.Este Campus alia o que há de mais moderno em matéria de instalações  aos prédios  históricos. É de encantar, caminhar entre os arcos e visitar os pátios internos.

  • Entre onde for possível, claro que há áreas restritas, faça um lanche rápido e saudável na sua lanchonete variada de frutas e sanduíches naturais, iogurtes , e sucos, afunde-se na lojinha e procure peças interessantes e variadas que podem servir de souvenir ou mesmo como lembrança para algum amigo, ou simplesmente descanse à sombra num dos pátios internos. O que é um luxo, veja:

    Na badalada zona oeste, ainda existe um museu de encantar: o Kelvingrove Art Gallery and Museum, situada na Argyle Street, próximo ao Rio Kelvin.Dá para ir a pé da Universidade até lá. 


    Fomos surpreendidos por uma apresentação de órgão, logo na entrada do seu hall monumental.
    O museu em si possui coleções variadas de animais de todas as partes do mundo ( história natural), empalhados claro! Há uma ala com  dinossauros, além de  riquezas de outras culturas, como sarcófagos e múmias do Egito. Armas e armaduras também constam da coleção e exibição. A pintura mais famosa é de Salvador Dali "Christ of St John of the cross".  Há muito o que explorar neste museu, que ainda conta com restaurante, café e loja de souvenir. Em 2015 estará aberto de janeiro a dezembro das 10 horas às 17 horas. Exceto de 24 de julho a 02 de agosto que estará aberto das 10 às 20 horas. 
    THE LIGHTHOUSE
    Como podem ver, já deixei as descrições dia a dia de lado e passei para os pontos de atração na cidade. É uma questão de organização e tempo , uma vez que estou atrasada com as postagens. Preciso me apressar antes da próxima viagem.
    Bem, a Lighthouse é o centro de arquitetura e design da Escócia. O prédio data de 1895 e foi assinado pelo arquiteto John Keppie. Ele possui duas torres, a norte e a sul que servem de mirante. Uma ligada do terceiro andar ao topo do prédio, na  ala norte,  por uma belíssima escadaria em caracol. A outra, no sexto andar tem acesso por elevador. A visita une o útil ao agradável. Linda vista da cidade e o prédio histórico e belo também.
    O CENTRO MERCANTIL DA CIDADE VELHA

    Um passeio muito interessante é pelo  centro velho da cidade.  Glasgow foi um grande polo mercantil e forneceu tabaco para as colônias inglesas. Os antigos mercados e torres, valem uma visita detalhada e cuidadosa. Este centro cresceu em torno da Victoria Bridge, datada do século XIII, na margem norte do Rio Clyde.

     

     Próximo do centro antigo, está o Rio Clyde, totalmente regenerado. Ali se praticam esportes aquáticos e o entorno surgiu como uma área de prédios modernos. Inclusive  se encontra a sede da BBC - Escócia. Às margens do Rio, no passado existiam muitos estaleiros e a construção de barcos  era uma atividade forte na economia local, o que foi decrescendo depois da 2a. guerra. Então, além da apreciar um rio extremamente limpo, com patos e aves aquáticas a região deu nova feição à Glasgow de prédios medievais. Um belo contraste. Esta região revigorada contém hotéis de cadeias internacionais, há o simpático Museu Riverside,com coleções de veículos ( interativo)  assim como o Glasgow Science Centre com IMAX e planetário e um torre giratória de 127 m de altura.
     
 
 
  • PUBS E RESTAURANTES
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  • Há restaurantes por toda a cidade, claro e bem fáceis de identificar. Contudo bom dar algumas dicas, porque fomos almoçar num grego que fica na George Square, cuja comida era sofrível. O nosso hotel tem um bom restaurante , como já falei ( Grand Central Hotel).
 O considerado melhor de Glasgow, o UBITIQUOS CHIP ( , de cozinha regional, é um restaurante premiado),  não é caro. Uma refeição com primeiro e segundo pratos sai por volta de 30 Euros. Há ainda o Café Gandolf, na 64, Albion Street.
Dos Pubs mais conhecidos está o Scotia Bar, datado de 1792, The Squire House  de 1487 no West End, o Babbity Bowster, na 16 - 18 Blackfriars Street na Merchant City.
Bem, amigos, era isto que queria contar pra vocês sobre a bela Glasgow e acender a vontade de conhece-la. Há muito mais que ver.  Amanhã viajo de novo e teremos mais coisas para contar , embora ainda mal tenha começado a contar este tour pela Europa, que se estendeu até a Polônia. Uma prazerosa viagem, diga-se. Mas vou contando, na medida do possível. Até...
 
 
 








segunda-feira, 3 de novembro de 2014

VIAJANDO PELA EUROPA NO VERÃO/OUTONO DE 2014





Malas prontas de novo e desta vez quero testar se realmente consigo viajar com mala de mão. Mais de um mês pela Europa estou levando o suficiente para que eu possa transportar comigo na aeronave. Aprendi com a  viagem a Praga, que ficamos uma semana sem roupas e sem assistência da KLM. Como já descrevi anteriormente saímos de Londres com muita neve, o que se intensificou com a passagem pela Europa. A Holanda, onde fizemos a mudança de aeronave estava coberta por um manto branco, seguindo pela Alemanha e demais países do Leste Europeu, por cujos céus o avião cruzou . Em Praga 18 graus negativos e grossas camadas de neve cobriam as ruas. Não houve possibilidade de comprar nada no dia da chegada, porque as lojas já estavam fechadas. E assim ficamos , apesar da ajuda da nossa agência de turismo. Na malinha de mão levei produtos básicos de toilette e uma bota de neve.O que serviu bem pouco.  Recebemos as malas somente dez dias após a viagem, quando já estávamos de volta em casa ( na ocasião, Londres). Então quando você passa por uma sufoco destes tem que aprender a ser prático. Isto explica em parte porque montei minha mala assim:
1 conjunto de vestido e blaser social ( para restaurantes que fazem exigência e teatros, concertos etc,,)
2 blusinhas leves de malha , uma de manga longa e outra curta
2 camisas polo
1 camisa de manga curta
1 camisa de manga longa
1 camiseta de manga curta
2 calças , uma pretas e uma beige ( fora a jeans com que vou viajar);
1 bolsa/carteira social preta
1 sapato  preto
1 sandália e 1 tênis ( vou ter que caminhar com um porque tenho muita dor na sola do pé com as rasteirinhas);
1 blaser de veludo,
1 pijama , meias finas,  grossas e 1/4.
Roupas íntimas para uma semana.
Para a viagem  uma bolsa  e uma capa de chuva, porque agora teremos transição de estação ( verão para o outono) e como iremos novamente para o leste, melhor tomar algumas precauções.
Para meu marido:
1 calça social de lã  (beige)
1 calça social mais leve ( azul marinho)
1 blaser de xadrez discreto ( puxando pro beige)
1 camisa de manga curta
1 camisa social e 1 gravata ( que podem ser suprimidas se você não pretender ir a programas formais);
2 calças jeans ( uma preta e uma azul);
1 pijama e uma camiseta + ceroula para uma emergência;
4 camisas polo
1 camiseta
1 blusa de cashemere.
1 sapato social e 1 tênis.

Somente isto e não me incomodo se "ficarei bem na foto". Agora explico: parte da viagem ficarei em apartamento de parentes e terei onde lavar as roupas ou mandar lavar. Também pretendo dar uma incrementada no guarda-roupa , pois não compro mais roupa no Brasil, pelo simples motivo de que os preços não são compatíveis com a qualidade dos produtos oferecidos. ( preços muito altos para produtos de baixa qualidade se comparados com os comprados em outros países) e dos atendimentos dos vendedores. Cada dia os serviços estão piores.
Enfim, nada de stress, tranquilidade porque afinal não somos crianças e precisamos viajar para nosso lazer e não para acrescer preocupações.A avaliação sobre a bagagem reduzida fica para depois da viagem.
Primeira parada Londres. Ela não estava no roteiro, mas como compramos British Airways, resolvemos fazer um break para uma estadia na terra dos meus encantos.
O QUE FAZER EM LONDRES - para quem já viveu por aqui vale uma revisão aos pontos turísticos. Não faz sentido deixar de passar sob os arcos da Tower Bridge,fazer um cruise no Rio Tâmisa, ir à Catedral de St Paul ( onde aconteceram  casamentos reais. Não só
por isto , mas porque a igreja é belíssima ).
Depois passear de mãos dadas no Hyde Parque, estender o passeio até a Kensigton, palácio onde morou a Lady Di. Lá é possível combinar a visita com um chá típico inglês , na Orangerie do Castelo. Geralmente esta parte é alugada para eventos particulares, mas se você pegar o red bus Vintage que  eles oferecem esta opção.
Tem gente que não aprecia a troca da guarda. Mesmo que não se interesse pela performance comece seu passeio pela Horse Guard, e siga pela Buckingham Road, através do belo St James Park e vá até o Palácio do mesmo nome. Aprecie o monumento à Rainha Vitória que fica em frente. ( siga meu itinerário já sugerido na postagem "Passeando a pé por Londres"). Vá ao Picadilly, ao Trafalgar, aos museus da região. Divirta-se girando na London Eye. Compre passagem nos red buses para uma vista geral de todas as atrações. O ticket para os red bus e outros similares você encontra no centro da cidade ( Picadilly, Victoria Station). É bem fácil encontrar um. Não se esqueça de visitar a pretensa casa de Sherlock Holmes ou o museu dos horrores numa estação de trem desativada. E o British Museum ( entrada gratuita), encante-se com as jóias e toda a sorte de obras de arte, de todos os cantos do mundo e arrepie-se diante das múmias do Egito, com inúmeros sarcófagos em exposição.
Depois caia de cabeça nas compras. Visite a Harrods,na Oxford Street a Selfridge

, a Regent Street e região. Veja o que se adequa mais ao seu bolso, já que tem preços dos mais caros aos mais baratos ( blusinhas "tipo" cashmere por 2 libras na Primark, por exemplo). A Zara, a BH, a Mango  e outras oferecem uma moda bem interessante por preços convidativos. Uma dica, se não gostar do café da manhã do seu hotel o ele não estiver incluído no preço,  passe no fim do dia  num supermercado ( Tesco por exemplo) e compre frutas maravilhosas, como o mirtilo, as amoras, framboesas e morangos. Compre yogurtes com pedacinhos de frutas dentro ( os de pessego da activia são ótimos). Há opções de croissants e outros pães doces deliciosos e queijos..muitos queijos. Compre achocolatados e sucos. Pronto, terá um belo café da manhã a bom custo e mais condizentes com nosso paladar. Assim você não será obrigado a comer aqueles ovos mexidos com bacon fritos que embora de paladar bom  fazem tanto estrago à saúde.Principalmente de quem está viajando). E você não quer ficar doente na viagem, ou quer? rss Mesmo tendo dado estes conselhos optei pelo café da manhã do hotel em que ficamos ( O Premier Inn de Earl Court). Demos uma olhada e achamos tudo muito saudável ( frutas e yogurtes, cereais, pães variados, geléias,  queijos, frios em geral e sucos, além do café com leite). Também tinham os omeletes, bacons, ovos fritos. Mas isto não nos apetece no café da manhã.
Como eu já cantei Londres em prosa e verso, vou me ater a uma experiência que eu acho imperdível: OS CHÁS DA TARDE. A maioria da casas de chá funcionam ...." a tarde"....., mas tem hotéis que disponibilizam o serviço a partir de 11,30 am. Há várias delas agora pelas ruas, com vitrines bem atrativas. Na Regent Street, a CAFÉ CONCERTO ( já foi descrita aqui e pode ser encontrada nos meus marcadores)

 ou em lojas de departamento como a John Lewis . Para algo mais sofisticado e condizente com uma viagem de férias,  procure na internet, há informações sobre as top ten, com endereços. Mas eu vou detalhar. Não se aflijam.
Acrescente então,  ao seu roteiro ,  o imperdível chá da tarde.  Fui na internet,  como todo mundo,  e clickei direto no Ritz. Por todos os motivos que você possa imaginar : localização, qualidade, beleza e elegância do lugar, tradição. Ele fica no hotel do mesmo nome no Picadilly, coração de Londres, onde você passará várias vezes durante sua estada lá.

  Mas frustração...não achei mais vagas. É preciso uns dois meses de antecedência. Portanto, se fizer questão de experimentar o que há de melhor, não deixe para a última hora. Fiquei estudando as demais opções passando pelo Claridge, Waldorf , and so on. Aí me lembrei de uma casa que eu passava sempre na porta e que me encantava por ser muito inglesa tanto na sua aparência externa, como no seu interior. Data de 1786: a FORTNUM AND MASON,  realmente atrai.

 Situada no quarto andar a  Jubilee  Diamond Tea Salon tem o mesmo charme da fachada, mobiliário elegante, belas toalhas e porcelanas,  tudo muito clássico como exige a tradição inglesa. Claro que eles também são exigentes. O frequentador deve estar bem vestido, homens de terno e gravata e mulheres com vestidos próprios.( mas cá entre nós, para não perder os fregueses eles aceitam os turistas bem esportivos e os colocam meio escondinhos pelos cantos do salão. Os lugares mais visíveis são para os que estão vestidos corretamente.  O local é dos mais elegantes de Londres e eles divulgam que  você poderá cruzar com a bela Duquesa de Cambridge ( Kate Midleton) ou sua quase sogra a Duquesa da Cornuália - Camila Parker Bowles) pelos seus salões. Situada na Picadilly 181, fica vizinha daquelas galerias abobadadas, com belas lojas. Vizinha também das ruas de grifes como Bond Street  e arredores com lojas como a  Louis Vuitton, Chanel, Burberry , Prada. É comum ver-se à porta ferraris e lamborghinis, mercedes e BMWs. A tradicional casa foi reinaugurada em 2012 pela Rainha Elizabeth e as duas damas citadas anteriormente.


Bem , vamos ao chá. Se você quiser você pode tomar um chá  clássico e comer aquelas maravilhas de sanduíches, scones ( acompanhados de geléias),  além dos  cakes .Você pode  acrescentar ao seu menu uma champagne. É comum. Quanto pagar por tudo isto?Os preços variam entre 47 pounds a 59. O que significa uns R$200,00.
O que é servido: três bandejinhas sobrepostas ( a chamada bailarina) é servida à mesa, tendo na parte inferior sanduíches ( sendo o carro chefe o de salmão), depois os scones com geléias  creme de limão  e baunilha)e finalmente os cakes.e macarrons( macarrons recheados com doce de pétalas de rosa, chocolate e maracujá e delicadamente decorados com ouro comestível.Confesso que me deu um certo remorso - comer ouro? Dá no que pensar Os chás são a escolher e a variedade é enorme. Peça sugestões ao garçon, já que não é possível conhecer todos os sabores. Não se esqueça de que você usa a mão mesmo para comer os pães e sanduíches,bem como  alguns biscoitos.Para os bolos use normalmente os talheres postos à disposição. Eles oferecem a água quente para o chá e você mesmo faz a infusão. Se servirem frutas pequenas, tais como a cerejas , use as mãos também e delicadamente devolva a semente na concha da mão, para por na lateral do prato. Frutas maiores use talheres. Saiba que o chá em Londres obedece a um ritual e eles esperam que o visitante tenha  o mesmo respeito pela tradição deles. Falar? Sempre baixinho, quase sussurrando. Eu sou da teoria: em Roma como os romanos. Reservas: reservations@fortnumandmason.co.uk

Restaurantes de luxo e que servem comidas de Chefs famosos também são excelentes programas. Não conseguimos vaga no Gordon Ramsay ( 68, Royal Hospital Road, London, SW34HP), cujo cardápio é dos deuses. Jamie Oliver é outra opção, mas não seja imprevidente, reserve com antecedência de uns dois meses.( Jamie's Italian - Picadilly 17-19, Denman Street - London)
Mas se você só tiver olhos para os passeios, sempre existem bons restaurantes por todos os locais da cidade. Italianos , que fazem a cabeça dos brasileiros existem aos montes. Você não passará fome. Também os orientais na região do China Town há escolhas que podem agradar. Se você tiver na Harrods arrisque  comer umas ostras no piso térreo. Eu gosto do L'Ulivo que fica atrás do Trafalgar, na IRWING STREET,  uma ruazinha sossegada com bons resturantes italianos e agora também conta com o francês Café Rouge. Mas,  se você quiser fazer um lanche rápido ou as libras estiverem contadas existe um McDonald's no Trafalgar, fica aberto até tarde.
Eu gosto bastante de ir ao Covent Garden, aos domingos eles montam barracas com antiguidades, artesanato, flores. Há músicos fazendo suas performances e alguns muito bons. Um lugar alegre, com comida, sorvetes, pubs e compras.


Se você pretende ver filmes no centro há cinemas e teatros para todos os gostos e bolsos, ali mesmo no Leicester Square e arredores. Também é a região com salas de teatro. Já os concertos podem ser vistos em igrejas e casas de espetáculo como o Albert Hall. Procure se informar caso você seja um apreciador da música erudita, mas é bom providenciar os ingressos com antecedência. Sempre concorridos. Também quem deixa para a última hora paga preços diferenciados ( para mais, claro).Há finalmente os musicais, que ficam por bastante tempo em cartaz e em teatros localizados na região central da cidade, como na Heymarket , rua do mesmo nome ( entre Picadilly e Trafalgar).
Bem amigos , Londres foi só "uma canja". Já que existem outros posts aqui no blog sobre a mesma matéria. Vamos para a Escócia? Glasgow uma excelente pedida! Nos encontramos lá.






quarta-feira, 16 de julho de 2014

RELATANDO UMA VIAGEM A NY - DEZEMBRO - PARTE II


DEZEMBRO DIA 1º. Hoje seria dia de montar a árvore de Natal no Brasil. Os filhos nos falaram que estavam ornamentando as deles, em São Paulo. Nós aqui aguardávamos por outra árvore a do Rockfeller Center , então iríamos atrasar um pouco a montagem da nossa.  O dia estava lindo e menos frio, cerca de 2 graus positivos. Passeamos novamente pelo Central Park, passamos diante do Metropolitan, fomos apreciar as travessuras dos esquilos, ver a pista de patinação no gelo. Seguimos para o LINCOLN CENTER: 
  • 70 Lincoln Center Plaza, entre West 62nd and 65th Streets e Columbus e Amsterdam Avenues - Uptown

O Lincoln Center é um dos cartões de visita da Grande Maçã. É a parte cultural sofisticada onde os grandes espetáculos acontecem: peças de teatro, dança(New York City Ballet) , óperas (Metropolitan Opera House) e música (Filarmônica), bem como cinema ( The Film Society of Lincoln Center). Fazendo parte do complexo do Lincoln Center,  o David Koch Theather é a casa de balé do New York City Ballet. (Site do New York City Ballet: www.nycballet.com)
Finalmente chegara o dia do tão esperado NUTCRACKER ( o balé Quebra Nozes), música de Peter Illitch Tchaikowsky e coreografia de George Balanchine. Ingresso comprado meses antes pela internet no site do teatro. Eu estava em  transe aguardando o espetáculo. Pela hora e pelo tema, o teatro estava cheio de crianças. Os Pais trajavam sobretudo e usavam luvas e suas crianças estavam muito bem vestidas.  As mulheres usavam jóias chamativas, casacos exuberantes e  peles, mas não chegava a ser uma elegância discreta, principalmente para aquele começo de tarde.   Um fato curioso que ocorreu na entrada do toilette: um menino japonês (do Japão mesmo), escapou da mão da mãe e passou à minha  frente. A mãe, uma linda jovem senhora ficou atônita. Chamou a atenção dele e via-se que era sério. Ele , depois da reprimenda, voltou e fez duas reverências  com a cabeça, diante de mim. As mãos  postadas no peito, no mais singelo e comovente pedido de desculpas que eu jamais vi e recebi. Achei comovente. E me curvei diante dele também, já que não poderíamos nos entender de outra forma. O que é a educação!!!!
Entramos no belo teatro.


Ocupamos nossos lugares. O folder distribuído na entrada continha uma parte destinadas às criança, explicando a peça e também o comportamento que se esperava delas  durante a apresentação. O resultado foi excelente. O silêncio e o respeito eram gerais.
A peça é natalina também,  com seus soldadinhos de chumbo , passando pelo colorido suave do terra dos doces. Tudo lindo e delicado.Desta vez não foram permitidas fotos. 
Tendo em vista que andando a gente pode escolher restaurantes aconchegantes, sem precisar dos guias, ao sair do teatro  fomos 'almojantar', uma vez que havíamos tomado apenas o café da manhã. Escolhemos um simpático e mais uma vez italiano restaurante quase na Times Square. Não pedimos massa, a comida era do norte da Itália. De entrada serviram uma excelente sopa de lentilhas e pães italianos com azeite aromatizado. Prato principal steak, muito saboroso, suculento e bem preparado ( não sei se era a fome) com arroz de açafrão. Ficamos bem satisfeitos , tanto que acabamos indo a pé para o hotel, com mais uma passada na Macy's e na Weelgreens. Esqueceram que já fizemos uma rotina? 

dia 02 de dezembro: dia de ir ao METROPOLITAN. O site é  www.metmuseum.org  -o  endereço:  1000 5th Ave, New York, NY 10028, United States
 Trajeto: Como já falei a entrada do metrô ficava muito pertinho do Hotel, sentido DOWNTOWN ( Wall Street, Elis Island, Estátua da Liberdade, ex-Torres Gêmeas). Atravessando a rua (a Park Avenue) fica a estação sentido Central Park, que foi para onde nos dirigimos. O valor da passagem é $2,75, válida por duas horas. Descemos próximo ao MET.




 Escolhemos este museu porque eu jurava que nunca tinha ido lá...mas quando eu cheguei vi que o Museu  já era meu velho conhecido, inclusive com abordagem no blog. Pode? Essa falha imperdoável da memória nos fez perder a ida ao  Gugelheim, ou ao  Moma...Mas não foi uma visita vã, havia novidades e também seria um pretexto para retornar.  Nunca uma viagem ao MET é perdida, pois, sendo um dos maiores museus do mundo é impossível conhecer e ver tudo de uma só vez. Prosseguindo...  Logo na entrada , no THE GREAT HALL, você encontra todo o tipo de informação. Além de um balcão com funcionários para orientar em vários idiomas, existe a bilheteria e o local de aluguel dos áudios. Os folders e mapas são de graça e ficam em geral expostos no balcão principal.

 Os ingressos variam de $25 para adultos, a $17 para Seniors ( idosos com mais de 65 anos), $12 para estudantes e free para crianças abaixo de 12 anos acompanhadas. Com os mapas e fones de ouvido fica fácil caminhar  e ir aos pontos de interesse. Dê uma olhada no folder com sugestões de roteiro  do Diretor, pois abrange um  maior número de galerias, bem como um maior número de culturas e objetos representativos de cada época ou civilização para uma visita de um dia. 
Hall do MET, onde se retiram os  folders , os mapas, alugam-se audios , compra-se ingressos e recebe-se informações em geral

 O museu está dividido em setores que são distribuídos pelos 1º,2º e 3º andares.São eles:  American Wing ( a ala de exposição de objetos e obras de arte americanas), Robert Lehman Collection, Arte Africana, da Oceania e das Américas, Armas e armaduras, Esculturas Européias e arte decorativa, Arte Grega e Romana, Arte Medieval, Arte Moderna e Contemporânea e exibições especiais. 
  
  Vou relatar  brevemente o que vi, só para terem noção do que é exibido  nesta enorme vitrina da arte do mundo. Uma vez no MET, escolhemos a exposição especial de  Vasos de Murano, das décadas de 30 e 40 ( século passado). Os vasos são realmente lindos e de vários  tipos , com listas, lisos, prateados, com bolas e de formas variadas.
Depois fomos apreciar a Lehman Collection, que é a casa do banqueiro líder do Lehman and Brother Investment Bank ( Lembram do caso do Banco Lehman, que quase quebrou os EEUU anos atrás?Pois é,  a coleção pertencia ao filho e sucessor do fundador desse império),  montada como era originalmente ( inclusive cm mesas postas). São móveis luxuosos, louças, baixelas,cristais,  quadros do século 14 a 20. 
Seguimos vendo as estátuas gregas, romanas e até  Rodin num pátio próximo à cafeteria. 
árvore de natal do MET, enfeites do século XVIII 

Depois foram os tesouros de Oceania e ouro das Américas pré colombiana. A parte grega é muito rica. Contém muralhas trazidas de Creta, e muitas esculturas.Trabalhos cipriotas e etruscos podem ser apreciados também. 
Pendente em marfim Rainha-mãe - arte Africana
 Na romana  foram transpostas até paredes,  com pinturas muito vivas de casas que se situavam nas proximidades do Vesúvio. As pinturas estavam praticamente intactas.

Parada para o  almoço, que fizemos em um dos restaurantes do próprio museu. Boa comida, saladas, sorvete de iogurte. Depois do almoço fomos para a banda oriental , Entramos pela parte coreana, China e seus Budas, muros entalhados,  estátuas, túmulos e muitos outros objetos. 
Na arte do Nepal fiquei impressionada com um templo de paredes rosadas totalmente entalhado, inclusive o teto.


arte  asiática - Nepal 

A arte Islâmica também é imperdível, com suas louças, tapetes, jóias e mais tantas obras preciosas.
A exposição de quadros e pinturas de artistas europeus de várias épocas, origens e escolas é uma atração à parte: Renoir, Velazques, Goya, El Grecco, Rubens, Van Dick, Vermeer, Rembrandt.....
Quem ainda não foi ao museu não pode perder a arte Egípcia, com um templo inteiro montado no local - o Templo de Dendur , além de múmias e sarcófagos. 
pinturas européias

Quando deixamos o Museu, as 5 da tarde, já estava escuro. Mas como o dia estava menos frio fomos ver a inauguração de uma árvore de natal diante do Lincoln Center. Havia corais e um certo número de pessoas apreciando o evento. Depois fomos conhecer o Shopping Center da Columbus Circle. Achei o shopping simples, nenhum atrativo especial.
Hora de ir pro hotel porque passar o dia num museu é muuuuuiiiiito cansativo. Por isto sempre escolhemos um ou dois para essas visitas nas  viagens. Não dá para ver tudo e não dá para memorizar também o que se vê.
Dia 03, visita ao Botanical Garden, 200 Southern Blvd, Bronx, NY. Para informações de como chegar, procure o site: 







  1. www.nybg.org/visit/directions.php

Ali você pode escolher como ir, desde o trem, como fizemos, ou bicicleta, ônibus, carro . Tem roteiro para várias opções. 
Nós decidimos pegar  o trem a partir do Grand Central Terminal. É bem fácil localizar o guichê, assim que se entra no saguão da estação,  os guichês ficam nos cantos , bem visíveis, Procure o North, passagem para o Botanical Garden, Plataforma 111. O trem passa pelo Harlem e Fordham. São 20 minutos de viagem. Pára justo em frente ao Portão Principal.
'Great and amazing surprise' a exposição TRAIN SHOW.
Museu Gugelheim feito de folhas secas

 Ela é  montada anualmente , no final do ano, dentro de uma das estufas de plantas. São vários roteiros de trens de todos os tipos, inclusive o famoso Thomas, tão apreciados pelo nosso neto Vitor. Os trenzinhos em questão passam diante das casas famosas de NY, feitas de folhas, gravetos, frutinhos secos, tudo coletado dos parques, que tem um a política de manejo sustentável.




Um trabalho artístico muito delicado e de um resultado incrível reproduz  a National Library, a Estátua da Liberdade, o complexo do Rockfeller Center, o MET, o Gugelheim, a Pen Station, a mansão Vanderbilt, Empire, etc..Cada canto com seu trem. Acima das cabeças dos visitantes passa a Ponte do Brooklin, mas há outras com trens maiores. Adorei, é um passeio que vale a pena, se você for a NY nessa época do ano.



Apesar do frio e do carrinho ( tipo trenzinho) ser aberto, ainda fizemos um passeio pelo parque. 


Ficamos encantados, é muito bonito. Além dos belos jardins e ambientes há um shopping simpático com muitos souvenires diferentes ( sabonetes naturais, livros culinários, aventais, panos de louça, flores secas, enfeites de natal feitos com folhas secas, pauzinhos (produtos do parque).Não são souvenires comuns, destes encontrados na Estátua da Liberdade ou nas lojas em volta do  Times Square. É algo artesanal e de bom gosto. Aproveitei para levar lembrancinhas para amigos. 
  O Parque é um espetáculo por si só, 


com sequoias e muitas coníferas. A maioria das árvores está seca e tem sua beleza,  mas devem ficar deslumbrantes nas estações mais quentes, primavera e verão. No outono,para mim uma estação especial,  as árvores ficam no tom ferrugem de uma beleza inigualável. 
Apesar de ter restaurante no local fomos informados que só abriria no final da tarde para sopas e outros pratos de inverno. Resolvermos voltar para o centro da cidade e almoçamos no Grand Terminal, mesmo. 
O Grand Central Terminal vale uma visita por ele mesmo. Escadaria de mármore, altos vitrais, Neste local há apresentações de música  e já foi cenário para filmes famosos. 

Comida saborosa: sopa de ervilha com bacon e salada Ceasar. A sopa é do jeitinho da feita na minha casa, gostei. O próximo destino foi a Times Square. Lá existe um ponto de vendas de ingressos para teatro. Tentamos os Miseráveis, de Vitor Hugo, mas não estava mais em cartaz. Desistimos e resolvemos dar mais uma caminhada pelas lojas próximas, como a Toys R Us, Gap, etc..
Dia 04: dedicado ao passeio a Estátua da Liberdade.

 Fomos de metrô para o Battery Park.(usamos muito o metrô e caminhadas porque o trânsito da cidade é emperrado e porque assim fica mais fácil conhecer a cidade). Para isto e por isto escolhemos uma boa localização de hotel, o que é fundamental nessas viagens de turismo). Estava um dia lindo. Fomos até a estação para pegar o ferry que nos levaria ao símbolo mais conhecido dos EEUU - a Estátua da Liberdade. Por causa das muitas obras no entorno nos confundimos e acabamos dando uma longa volta para comprar os tickets.  Ingressos na mão seguimos para a fila do embarque. Sempre me esqueço da segurança. Aqui também se passa pela revista da polícia, bagagens, bolsas,mochilas, jaquetas e casacos, cintos e eventualmente até sapatos.

 Ao chegarmos à ilha começou a ventar e o tempo mudou. Rodeamos a estátua e os seus jardins. Esfriava muito. Não quisemos subir até a coroa da estátua. Entramos na loja de souvenires, só para olhar. Não houve nada que nos atraísse. Como se tratava de uma obrigação, pois quem não vai a Estátua da Liberdade não esteve me NY, nós também passamos sem descer do barco na Elis Island. Quem nunca foi deve ir, Trata-se de um museu que mostra a imigração em terras americanas. Naquele local desembarcaram os imigrantes que fizeram a história americana.
voltando a Manhattan



No retorno pegamos a linha 4, Canal St com baldeação na Lexington Av. linha verde. Era a véspera da volta para casa. Acertamos o taxi e o pagamento do hotel. Pegamos os casacos pesados e saímos para almoçar. Resolvemos andar até encontrar algo simpático e achamos não muito longe do hotel. Entramos na Madison Ave e encontramos um bistrô francês que eu recomendo. Chama-se Madison Bistrô, na 238 da Madison Avenue. Delícia com scargots de entrada, 

steaks com fritas como principal e sobremesa de 4 bolas pequenas de sorvete sabores cereja, amora, limão e maracujá  uma placa de suspiro encima e outra embaixo. Toninho pediu um prato diferente, de queijo de cabra com salada.Estava linda a apresentação.Quase invejei... 


Vinho Bordeaux, claro, sugestão do sommelier. Os pratos sairam 27 dólares por pessoa. Pra lá de razoável. Ao lado da nossa mesa, uma executiva se deliciava com suas ostras, que é um prato comum em NY, mas não barato.
Satisfeitos resolvemos dar uma passada no Rockefeller Center para ver como estava o agito por lá. Era o grande dia da inauguração da árvore de natal. A escolha da data do retorno foi feita em função desse evento. Não iria perder por nada. Ficamos espantados com a multidão que já se aglomerava no local. Resolvemos ficar. Eu me sentia como se tivesse num desses shows de roqueiro, que os fãs ficam dias, dormem na fila e até levam barracas. Fazer o que?O negócio era encarar o sofrimento. As 4,30 da tarde estávamos no Rockefeller Center, na rua lateral com vista total para a árvore e o palco  do show.

 A apresentação dos  artistas , patrocinada pela NBC começaria as 19 horas e a ligação das luzes seria as 21 horas .Estava frioooo, bem frio.  Ficamos em pé, pessoas chegando. Vi que não iríamos aguentar ficar todo aquele tempo apertados no meio da massa. Nos afastamos um pouco, para trás, o local ficou mais confortável,mas a visão já não era tão privilegiada.Para visualizar o palco ,montado na pista de patinação do Rockefeller Center, era necessária uma ginastica de pescoço.   Toninho resolveu sentar e no chão. Logo em seguida todos em volta fizeram a mesma coisa. Como eu digo ele é formador de opinião, seja aqui ou nos States. (..)

 Conversando com os vizinhos de infortúnio, descansando, foi assim que o tempo passou. E qto tempo! Mas finalmente chegou a hora do show. Foi bom, com Mariah Carey, Mariana Grande,grupo Goo Goo Dolls para delírio dos fãs adolescentes. 

Depois veio a Miss Universo e por fim, junto com  o Prefeito Bloomberg ( era despedida do governante), foram acesas as luzes da árvore. Maravilhoso. Rápido para quem esperou tanto, mas foi um show lindo, de encher os olhos.



Volta ao hotel com sensação de missão cumprida. Últimas arrumações da mala e deixar tudo exatamente em ordem para levantar as 4.45 da manhã.Havia opções de pagar uma posição nas janelas e marquises dos prédios vizinhos, mas isto não nos passou pela cabeça e nem tínhamos esta informação inicialmente. Valeu viver essa experiência, voltamos ao tempo de estudantes. 
dia 05 de dezembro , as 4:45, com muito sono nos levantamos. O taxi estava nos esperando. Chovia fino,via-se as luzes de NY   embaçadas através da janela do carro. A viagem foi de 20 minutos até o aeroporto JFK.  O check in foi feito a tempo e a hora, com uma pequena surpresa pela cobrança da bagagem, maior do que esperávamos. A chegada em Miami foi tranquila, por volta das 11 horas. A empresa aérea era a Delta Airlines. Descemos num terminal bem próximo aos lockers ( guarda volumes), onde havíamos deixado nossas malas após a primeira parte da viagem. Meu marido perdeu os tickets, mas não me falou nada. Contudo  não foi difícil retirar a bagagem com o passaporte.
Alerta: Fique atento e faça revistas na frente do funcionário. Notamos que a bagagem estava revirada e as malas mais vazias. Eram objetos pessoais ( roupas de praia, sandálias e outros objetos a serem usados no clima quente do México, Bahamas, Miami e Orlando). A sorte é que não incluíam as sagradas comprinhas, já efetuadas. Mas sumiu bastante coisa  que só contabilizamos na chegada ao Brasil. De todo modo não havia tempo para queixas. Fomos para o check in da Gol. Abriu 30 minutos após a hora marcada. Mais nenhum problema... Próximo destino Santo Domingo , depois SPaulo Guarulhos. E aqui termina essa viagem, tão cheia de adrenalina e emoções boas e não tão boas. A vida não pára...as coisas e as pessoas não mudam só porque você viaja. Mas a expectativa sempre é boa, talvez por isto o que pesa mais na balança é a parte positiva. Viajar é preciso. Nos vemos em alguma parte do Planeta nas próximas férias.
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