terça-feira, 3 de maio de 2016

Cracóvia - Polônia

CRACÓVIA - POLÔNIA


      SOU FILHO DE UMA NAÇÃO QUE VIVEU AS MAIORES EXPERIÊNCIAS DA HISTÓRIA; PELOS SEUS VIZINHOS CONDENADA À MORTE REPETIDAMENTE, MAS QUE SOBREVIVEU E CONTINUA A SER ELA PRÓPRIA. CONSERVOU SUA IDENTIDADE APOIANDO-SE UNICAMENTE NA SUA CULTURA...EXISTE UMA SOBERANIA FUNDAMENTAL DA SOCIEDADE QUE SE MANIFESTA NA CULTURA DA NAÇÃO." JOÃO PAULO II, em discurso pronunciado na Unesco em 02/06/80    




Dia carrancudo - viajando de Trem de Varsóvia para Cracóvia
É claro que nos deslocamos de trem entre Varsóvia e Cracóvia.Eu jamais escolheria outro meio de transporte tendo a possibilidade de usufruir das ferrovias européias. Então, sempre que posso ando nos meus amados e apreciados trens. Mas dentro daquele e naquele momento... confesso que entrei em um clima de melancolia quando soou o apito e o comboio começou a se deslocar da gare. O Silêncio da manhã fria e o chacoalhar ritmado  me transportou para o passado, um passado que não conheci mas que está ainda sensível  em cada pedra, quer seja em Berlim ou em Varsóvia. Era cedo, a cidade acordava devagar e logo surgiu o campo, com casinhas espalhadas aqui e acolá. Alguns cães ladravam e eu fui sentindo um aperto no coração imaginando as pessoas sendo levadas como fardos para os campos de concentração, com frio e com fome, com dor e com sede, entregues à sanha de monstros sádicos e desumanos.  O trem estava quase vazio. Embalada por estes tristes pensamentos, 2,30 horas  depois nós chegávamos à Estação de Cracóvia.


http://rozklad-pkp.pl/en/terminal/krakow-glowny
Próxima das muralhas, seguimos o rumos dos demais passageiros pelo  Planty, um parque que contorna o centro histórico,  arborizado e colorido de flores, tendo como contraforte o enorme prédio do Teatro Julianska Slowackiego. Lindo, internamente e a fachada. Na lateral parece pesado, mas nas proximidades os detalhes artísticos lhe conferem mais leveza.





 No Parque Planty , Teatro Juliusza Slowackiego

A cidade não é pequena, há largas avenidas na cidade nova que cresceu para fora dos contrafortes da muralha. Nosso destino era intramuros. Daí caminhamos em direção aos portões da Cidade Medieval. Da praça da Estação, cruzando por uma passagem subterrânea logo fica visível os muros exteriores outrora uma muralha de proteçao da cidade. Neste underground  existe comércio e informações turísticas. O dia estava especialmente frio, o tempo estava fechado e caia uma garoa fininha. Mas turista quer turistar e nem liga para os humores do tempo. Contornando pelo belo parque Planty chegamos primeiro no posto avançado da Fortaleza, que eles denominam Barbican. Fica rodeado de um fosso e hoje serve a eventos e comemorações

o Barbican - Posto avançado,que era ligado à muralha hoje serve como Praça de Eventos. É dos poucos originais remanescentes na Europa. 
Logo atrás está o Portão Florian,entrada monumental, das poucos remanescentes na Europa.  As paredes da fortaleza são impressionantes,  grossas e sobrepostas. Obras de arte ao longo do caminho e músicos em trajes típicos davam o tom para a chegada.


Lado interno da Fortaleza, Portão Florian
CENTRO HISTÓRICO - RYNEK GROWNY  E RUAS ADJACENTES

Neste ponto  começa a rua Florianska que liga os muros à Praça do Mercado, ponto de convergência dos turistas.





Caminhando pela Florianska
O centro de tudo é uma imensa praça medieval, com fama de ser a maior da Europa, no gênero. Nos tempos passados no local eram feitos os juramentos sob espada dos soberanos elevados ao trono, mas também eram feitas execuções públicas de condenados. Hoje,  a  Praça do Mercado tem muitas atrações nela mesma, bem mais adaptadas aos novos tempos onde se realizam  eventos públicos, competição de Presépios de Natal, Mercado de Natal e de Páscoa, concertos e festas cívicas, tudo cercado de casario histórico do século XVI, museus e igrejas.
O que primeiro me chamou a atenção e me encantou foi a feira, onde se expõem e vendem coroas florais lindas. Eu comprei duas para colocar na porta de casa, pensando  no Natal, mas elas podem ser usadas o ano todo. Feitas com flores secas elas dão um charme especial ao ambiente. As minhas ainda estão perfeitas. Guardo com carinho e já estou me interessando em aprender como se faz. É um artesanato que me interessa. Imaginem como não serão os enfeites de Natal e Páscoa!?!!!
Como curiosidade: esta Praça já teve o nome de Adolf Hitler durante a ocupação nazista.


uma lindeza estes adornos, vendidos na Praça 
Afora estas tentações,  tínhamos à nossa esquerda  a Basília da Virgem Maria. Trata-se de um prédio interessante, em tijolos à vista, com duas torres  assimétricas e o adro em mármore e adornos em ferro fundido. Há lendas que explicam a diferença de tamanho das torres.


Basílica de Santa Maria - Kosciol Mariacki
www.mariacki.com/
 A Basílica é belíssima no seu interior, vitrais coloridos e um céu estrelado dão um toque especial aos seus altares e capelas.




 O retábulo é dos mais belos existentes.



O retábulo da Basílica de Sta Maria
Do alto da torre, a intervalos regulares o "arauto" toca um clarim. É por pouco tempo, quando dá uma súbita parada cujo significado é relembrar  o assassinato de um vigia no alto da mesma torre quando a cidade foi invadida pelos Mongóis, O vigilante foi o único que viu os invasores e avisou aos quatro cantos, dando tempo de acordar as tropas que faziam a defesa da cidade. No entanto, teve seu ato heróico interrompido por uma flecha que lhe trespassou a garganta.Até hoje sua bravura é homenageada com este toque de hora em hora. É a preservação da história e da tradição, bastante apreciado pelos visitantes ( assim como o espetáculo similar na Torre do Relógio Astronômico de Praga). Preste atenção em volta da Basílica, pois ali foi antigamente um cemitério e ainda se encontram enterrados  os restos mortais de centenas de cidadãos de Cracóvia.



Rynek Gowny - a enorme Praça do Mercado ao fundo o Palácio Sukiennice
http://www.krakow4u.pl/krakow_sukiennice.html ou mnk.pl/branch/gallery-of-the-19th-century-polish-art-the-sukiennice-the-cloth-hall
O grande prédio ao centro da Rynek Growny chama-se PALÁCIO SUKIENNICE. ou mercado de panos (tecidos). É uma belíssima edificação que começou a ser erguida em 1257, no estilo renascentista. Depois foram agregadas arcadas ogivais néo-góticas, com balaustrada em pedra, máscaras e pinturas que dão elegância ao conjunto. Dizem ser o protótipo dos nossos shoppings atuais. No seu andar térreo funciona aquele que é considerado o mais antigo centro comercial do mundo. Dentre os produtos oferecidos à venda estão os cristais, pesadas roupas de inverno, jóias em âmbar ( que é um produto característico e abundante na região), bonecas em trajes típicos, matrioskas, esculturas, dragõezinhos etc. 

Produtos à venda no Sukiennice

Adquira souvenirs ali, principalmente se estiver garoando....É bem protegido. No andar superior encontra-se a Galeria de Arte Polonesa do Século XIX. No subterrâneo há um amplo espaço de 4000m2 onde está localizado um Museu Hi-Tech que conta a história da Cidade e também do Sukiennice. Diante do Mall está a imagem do famoso escritor Adam Mickiewicz ( lembram de Varsóvia?), cujo corpo foi enterrado na Catedral de Wawel..
Na sua lateral há carruagens para passeios turísticos, assim como no Central Park em New York.


Torre remanescente da Prefeitura - isolada ela tem uma ligeira inclinação
Ainda se pode visitar na Praça a TORRE DA PREFEITURA, com setenta metros de altura. única parte ainda existente do prédio em que abrigava a Administração Municipal e a Câmara. Depois de galgar as cansativas escadas você terá como prêmio uma bela visão da cidade. Seu interior tem o teto gótico abobadado e as salas são usadas para exposição. 



Vizinha à esta Torre inclinada está a milenar igreja de St Wojciecha ou Santo Adalberto.
As casas da Praça são autênticas. A guerra não as destruiu, pertenceu a nobres familias e hoje no seu térreo há lojas e restaurantes.




Deixando a Praça tomamos a Rua GRODSKA ( nas proximidades dessa igrejinha). Guarde bem este nome pois é a rua que você vai trilhar bastante. Tanto para ver as lojas conhecidas ( L'Óccitane, Max Mara.. além de outras desconhecidas que vendem produtos locais), como bons restaurantes, prédios antigos e charmosas e várias igrejas.

Este também é o caminho que leva ao PALÁCIO WAWEL. Passa-se por pelo menos três Igrejas.Dentre elas a mais impressionante pelas imagens dos apóstolos à sua frente á a Kosciol pw sw Apostolaw Piotra i Pawla ( APÓSTOLOS PEDRO E PAULO) .Igreja barroca do século XVII.

Igreja Apóstolos Pedro e Paulo - O monumento em primeiro plano de costas é o Pomnik Piotra Skargi
A pracinha de frente para a Igreja dos Apóstolos Pedro e Paulo chama-se Marii Madgdaleny e liga a GRODSKA com a Ulica (rua) KANONICZA, onde está sediada a Universidade João Paulo II e leva à entrada principal do Castelo. Mas continuemos andando  pela paralela GRODSKA. Logo ao lado,está uma igreja linda, bem antiga a SAINT ANDREWS, iluminada com poucas luzes de velas é um retrato da Idade Média, com aquele ar de mistério e sombras.Vale a pena entrar. o ambiente é mágico, solene, convida à meditação,

Igreja de St Andrews ao lado da dos Apóstolos Pedro e Paulo
No final da Rua há  ainda a Kosciol (Igreja) Idziego cuja frente dá na Switego Idziego, que é um largo cortado por  uma via movimentada. Em frente e à esquerda fica ainda a  bela Igreja de S. Bernardino. Logo acima  à direita já se vê o Castelo e a sua ruazinha de acesso lateral. Esta  ruela ostenta o estranho nome de  DROGA DO ZAMKU.( que quer dizer literalmente, Estrada para o Castelo).
No seu interior há uma cidadela, com vários prédios, dentre eles O Castelo propriamente, museus, a Catedral, lanchonete, lojas de souvenir e outros. Todos posicionados em volta de uma pátio gramado e ajardinado com belas flores e monumentos. A visão do alto da colina para a cidade é privilegiada: o rio , as praças, os telhados e cúpulas de antigas igrejas, além do alinhamento das ruas, parques e jardins e o casario antigo. Junto aos paredões corre plácido o  Rio Vístula .
Eis umas fotos do exterior e do  interior da cidadela que falam por si só.


O CASTELO DE WAWEL
www.wawel.krakow.pl





Droga do Zamku e entrada lateral do Castelo




Rio Vístula e parques do entorno
Em volta do Castelo há uma bela área verde,  o Parque Planty, do qual já falamos rapidamente. O local é ajardinada e contém  vários monumentos e fontes.Como em qualquer lugar desta antiga cidade pode-se encontrar também sítios históricos  dentro do seu cinturão verde de 4 km de extensão que se interpõe entre  a nova Cracóvia  e a  sua ancestral. É lugar de passeio para a população quando o sol brilha e o clima fica  mais ameno, mas também é caminho para se chegar às muralhas e ao topo da Colina de Wawel. 


Casa da Cidadela do Castelo
A CATEDRAL

Até os dias atuais o Complexo de Wawel surpreende com novas descobertas arqueológicas. A cada obra ou escavação surgem imagens e vestígios de construções que antecederam as atuais, a exemplo paredes de uma igreja pré-romanesca, pisos escadas de pedra que levavam a jardins renascentistas, fundações de muros de defesa, rotundas (estruturas circulares),  dentre outros.Tudo isto pode ser visto com a visita à Catedral.Mas as pesquisas não se deram só no subsolo da Catedral, mas também abaixo dos muros,sob o Castelo, no pátio , nas torres. Ainda na cripta de São Leonardo, muito venerado pelos poloneses foi encontrado a tumba do arcebispo Maurus. 
Dentro da Igreja, nas capelas e na cripta os vários túmulos de pessoas respeitadas dão o a dimensão da importância daquele  Panteão Nacional. Ali se encontram os restos do escritor Mickiewicz, do herói Tadeusz Kosciuszko, de Santo Estanislau ( Padroeiro da Polônia) , dos Reis Sigismundo I e II e outros monarcas e membros da família real ( em torno de 40). As capelas são ricamente adornadas, com pinturas e trabalhos artísticos. Os tetos são decorados com pinturas em cores vibrantes. Olhe muito os seus detalhes, mesmo que isto lhe custe um torcicolo.
E..se ainda tiver pique, pode subir as escadarias internas (uma intrincada construção de madeira, com barras enormes de sustentação), para ver o famoso SINO DE SEGISMUNDO, feito em 1520 que pesa 11 toneladas. Para ser acionado o badalo é preciso a ajuda de  8 a 12 homens. Talvez por isto ou para preservá-lo o sino só é tocado em ocasiões muito especiais. Para ouví-lo entre no site da igreja , porque pessoalmente as chances são pequenas. Apesar de alcançar longa distância ( fala-se em 50 km)  o seu som é ,muito agradável. 



entrada da Catedral de Wawel 
www.katedra-wawelska.pl

Vista da Catedral com suas torres e capelas
da esquerda para a dieita: Capela de Segismundo (cúpula dourada), Capela dos Waza, Torre dos Sinos de Prata ( de tijolinhos), Torre de Segismundo e Torre do Relógio (ambas ao fundo com a cúpula verde). 


O Museu, que funciona no prédio do Castelo foi  fundado em 1930, é dos melhores do País. Contém um importantes coleções de pinturas inclusive pinturas italianas renascentistas,impressos, esculturas, armaduras, cerâmicas. porcelanas, móveis franceses de época, jóias e uma impressionante coleção de tapetes do Rei Segismundo II Augusto. A Arte Oriental também é exibida e destaca-se uma coleção de tendas Otomanas, a maior da Europa.


O Castelo Real visto do Pátio Interno


O Castelo Real visto da Estrada e a Torre dos Senadores


Estátua equestre de Tadeusz Kosciusko  e a Torre de Segismundo ao fundo

O Castelo Real, neste seu aspecto de Museu, aperfeiçou-se na arte da restauração  sendo um importante Centro de Conservação de Obras de Arte, com vários departamentos dedicados à manutenção dos tapetes, pinturas, esculturas e outros objetos que fazem parte do seu acervo.
Ao longo do tempo seus prédios tiveram várias destinações: residência real por vários séculos, residência do Presidente da República, Palácio do Governo, Parlamento etc...Hoje o conjunto é na verdade um símbolo de unidade nacional. São os prédios mais visitados e importantes para o povo polonês.
Casario e Catedral de Wawel




Imagem de João Paulo, II próximo ao Museu da Catedral
São do século XIV os edifícios onde se encontra instalado o Museu da Catedral ,período em que foram feitas significativas reformas no complexo e a agregação de novas construções. Criado  por João Paulo II em 1978,  hoje o Museu leva o seu nome. Do lado externo há  uma imagem em bronze do filho da terra, reconhecido pelo Vaticano como Santo. 

Casas e plantas do interior da Cidadela
As edificações da cidadela se situam em volta de um pátio central ajardinado e lindo como se vê das fotos acima.Várias são as torres ( além das da Igreja), que dão o toque de contos de fada ao local: Torre dos Senadores, Torre dos Ladrões, Jordanka, Torre Sandomierz ( onde foram encontradas relíquias arqueológicas também), dentre outras. .   


A CAVERNA DO DRAGÃO ou  SMOCZA JAMA


Sob as colinas de Wawel há uma famosa caverna que pode ( e deve) ser visitada. Trata-se de uma gruta calcárea, com 250 m de extensão, mas que só é permitida a entrada ao público nos primeiros 80 metros.Começou a ser formada há 25 mil anos, no período paleolítico. Esta área visitável compõe-se de três grande salões. São duas as suas entradas; a natural ao pé do monte, junto ao passeio do Rio Vístula e a artificial a partir da Torre dos Ladrões , no alto do Castelo onde se desce 135 degraus até atingir o primeiro dos salões. Seguindo por uma passarela passará as outras câmaras.  
O Dragão de Wawel
 Na sua entrada externa há a figura do monstro, cuspindo fogo, a cada cinco minutos , o que impressiona e agrada o público. A gruta localiza-se abaixo da Catedral de São Estanislau e São Venceslau. A história do Dragão soa conhecida. Memórias da infância : um paquiderme que comia o rebanho e raptava moças. O Rei disse que daria a mão da filha ao jovem que o matasse. Muitos tentaram, mas foi um humilde sapateiro que conseguiu exterminar a fera que ameaçava a comunidade. Colocou pólvora dentro da pele de um carneiro, sendo o manso animal o prato predileto do monstro, atraindo sua gula. Quando a pólvora começou a queimar-lhe as entranhas ele se atirou no Rio, bebeu muita água e acabou explodindo. A Princesa casou-se então com o sapateiro esperto e viveram felizes para sempre. 


Depois das visitas, na saída fomos até a linda igreja barroca de São Bernardino, do século XVII, que dispensa elogios.
Igreja de São Bernardino

Dando a volta pelo Parque Planty encontramos a Rua ( Ullica)  Kanonicza, da qual já falei acima e onde fica o outro  Museu João Paulo II, situado na casa paroquial em que residiu o mais ilustre filho da cidade, na atualidade.



Museu João Paulo II

Depois deste longo passeio bateu a fome e seguindo pela Grodska na direção da Praça do Mercado a chamoso Restaurante Grazinskie Chaczapu ( Grodska, 5). Internamente ele tem mais apelação que a sua fachada. A comida bem saborosa, que naquele friozinho foi muito bem acompanhada de um vinho. 



Restaurant Grazinskie Chaczapu
A UNIVERSIDADE JAGELLONICA
www.uj.edu.pl

Situado na rua Galebia, 24 foi criação de Casimir III, o Grande, em 1364. É a mais velha universidade da Polônia. Levou o nome da dinastia do seu fundador.Uma rara casa de saber, com tradição de sete séculos e  cujos umbrais viu passar Nicolau Copérnico e Karol Woytila.É o orgulho dos poloneses e um de seus grandes tesouros.

Prédio da Universidade Jagellonica

Nicolau Copérnico diante do Collegium Novarum da Universidade Jagellonica

AS MINAS DE SAL

http://www.wieliczka-saltmine.com/



 Se você tiver tempo para se deslocar às minas de sal, verá um belo espetáculo. Esculturas e  capelas  povoam o reino branco das Minas de Sal WIELICZKA, produtiva do século XIII até o século passado ( alguns falam que ainda está endo explorada comercialmente, mas o maior movimento é mesmo de visitação turística). Aqui se fazem casamentos, conferências e concertos e a entrada é com guias ( idioma a escolher). Das igrejas a que mais atrai é a de Santa Cunegunda, mas há outras menores com lindas obras em sal, tanto esculturas feitas pelos mineiros, mas também por artistas atuais Em 1978 passou a constar da lista de bens do Patrimônio da Humanidade. É um passeio bem concorrido. O endereço é U. Danilo Wicza, 10 e está situada à 15 km de Cracóvia




A SAGA DOS  JUDEUS DE CRACÓVIA 


A história dos judeus nesta região começa com segregação. Era no Bairro chamado Kazimiers que estes imigrantes se concentravam antes da guerra ( cerca de 65 000). Hoje o bairro tenta sair da decadência e é mais uma rememoração histórica do que o reduto do povo judeu. Ali há bares alternativos e bons restaurantes muito procurados pelos turistas. 
Com a chegada dos alemães a Cracóvia , que a designaram como Capital  do Governo Geral da Polônia - na segunda metade de setembro de 1939, logo estes invasores trataram de dispersar os membros da  comunidade judaica. Muitos foram expulsos para as áreas rurais e de toda a antiga população permaneceram na cidade apenas 15 000 almas. No começo dos anos seguintes foram submetidos a uma mudança forçada, na verdade uma troca de suas casas pelas casas de poloneses num distrito do outro lado do Rio Vístula. Só que a população era desigual, os poloneses em número de 3 000 se espalharam pelas casas dos 15 000 judeus e estes se acomodaram nos pequenos apartamentos, como foi possível. Alguns ficaram sem casa, pelas ruas.O gueto se chamava  Podgórze.  Mais tarde, por volta de 1941 foi estabelecido próximo aem Cracóvia um campo de trabalhos forçados chamado Plaszow para nele concentrar parte destes mesmos judeus. 
Nesse novo reduto eles ficaram restritos , pois cercados por  muro e cercas de arame farpado sem direito a sair dali, sob pena de serem executados.Com apenas 4 saídas fortemente vigiadas. Em março de 1943 os nazis resolveram destruir o gueto de Podgórze e enviar para os Campos de  Plaszow 8000 pessoas consideradas aptas ao trabalho e os demais, cerca de 2000 foram executadas pelas ruas do gueto, mesmo
Durante todo o período da ocupação muitos foram mandados também para os campos de extermínio de  AUCHWITZ-BIERKNAU, situado a 64 km de Cracóvia ou ainda para o campo de extermínio de BELZEC. É  uma história tão repugnante e brutal que causa indignação não havendo nada que se lhe compare até os dias atuais. 
Belzec foi destruído e tentadas todas as formas de desaparecer seus vestígios e dos crimes ali perpetrados. Os de Aushwitz-Bierknau funcionam hoje como museu e as visitas e peregrinações são muitas. De Judeus vindo de todas as partes do mundo a americanos do norte, do centro e do sul, asiáticos e europeus de todos os rincões acorrem àquele lugar para verificarem in loco, as atrocidades ali cometidas. Num dos blogs que li o autor pedia perdão por ter acreditado na versão dos carrascos de que os campos concentravam pessoas para trabalhar, unicamente, mas que não teriam sido jamais locais de práticas de tortura ou massacres, muito menos execuções em câmaras de gás.Versão desmentida a uma simples visita ao local. Ali estão as ruínas dos fornos que os alemães não tiveram tempo de destruir totalmente. Os pertences da pessoas, como óculos e até cabelos formam montanhas,além de malas, sapatos, chinelos e uniformes, já que quando foram levados para o cativeiro poucos pertences podiam acompanhá-los. E assim foram mortos aos milhões, uns devagar, de fome e de frio, de excesso de trabalho e de doenças e outros executados da forma mais bárbara possível. 
E por isto nós nos recusamos a entrar naquele clima, conhecedores que éramos de que ali se perpetraram os mais atrozes crimes contra seres humanos. Não é preciso ver para saber. Todos que vão a Auschwitz voltam destroçados. 
Aqui acaba nossa viagem. Voltamos para Varsóvia vendo arte e beleza, bem mais leve para a bagagem de quem teve a oportunidade de ler e ver filmes sobre o Holocausto. Retornamos de trem para Varsóvia onde ficamos ainda uns dias e pegamos um avião da TAP de volta a Lisboa, onde também permanecemos descansando por mais outro par de dias, antes de voltar ao Brasil. Foi uma viagem incrível, no geral . Ficou apenas um pequeno travo amargo pela perda do Concerto em Berlim, sob a batuta do fantástico Maestro Sir Simon Rattle. O resto deixou muitas saudades. See You. 









terça-feira, 12 de abril de 2016

A VARSÓVIA ANTIGA -POLÔNIA



PALÁCIO LAZIENKI

Entrada lateral - diretamente para o Palácio Lazienki

Levo vocês agora para a parte mais romântica da cidade de Varsóvia. O endereço é Aleje Ujazdowskie. Mas entraremos pelo portão lateral da (rua) Ul Agrykoli,  que conduz direto ao Palácio principal: o  majestoso Palácio Lazienki, que fica entre o Castelo Real e o Palácio Wilanów, na ROTA REAL. Erguido no século XVII  era conhecido como Lizienka Lubomiskiego ( Casas de Banho Lubomiski) nome dos primeiros proprietários. Anos mais tarde foi reformado e tornou-se  moradia do Rei Stanislaw II (por volta dos anos 1790). 
Rodeado pelo magnífico Parque Real Lazienki o Palac na Wyspie ou Palácio no Lago, foi construído numa ilhota do lago Stawy Lazienkowskie, É um recanto de paz, harmonia e beleza. Em seu solene estilo clássico carrega forte influência da arquitetura grega, tendo sido adornado e sustentado por colunas Dóricas e Jônicas. 


Fachada  norte do Palácio principal
Do mesmo modo que os demais  prédios de Varsóvia este também sofreu a destruição da guerra. As tropas nazistas pensavam em explodí-lo, mas não tiveram tempo de fazê-lo, então o incendiaram. Foi reconstruído e não há vestígios deste passado de terror. Hoje é propriedade do Museu Nacional de Varsóvia sob o nome de Museu de Banhos Reais (Muzeum Lazienki Krolewskie). 
Os famosos banhos que lhe dão o nome situam-se no andar térreo, onde também se encontram a Sala de Baco (para degustação dos vinhos), o salão de baile, uma capela, uma Galeria de Pinturas, além da sala de jantar. Já no primeiro piso estão os aposentos reais, Gabinete do Rei, Galeria Alta dentre outros cômodos íntimos. 


Paisagismo às margens do Lago (face norte)
A Fachada sul é a entrada oficial, embora eu tenha gostado muito mais da parte norte com toda a quietude do lago, o tapete de folhas ferrugem pelo chão, os chorões acariciando a superfície das águas e toda  a beleza verde do arvoredo.
A frontal  é mais  movimentada porque é onde se encontra  a área de lazer no lago, com gôndolas que singram suas águas e os canais adjacentes

Fachada Sul - a principal do Palácio Lazienki

Palácio cercado por águas


Ponte na Rua Agrykoli, 
O Parque Real, que contorna o conjunto de palácios (sim porque há vários nesta propriedade:  a Casa Branca, o Palácio Myslewiecki. e o Palácio Belvedere) é exuberante e com sua cor outonal aumenta o seu encanto e o prazer de caminhar por suas alamedas. Os jardins são divididos em três áreas: o Jardim Real, com várias trilhas foi idealizado no século XVIII; o Jardim Belvedere, está cortado por canais que podem ser cruzados por românticas pontes e ainda encontram-se erigidos nesta parte vários pavilhões; e por fim o Jardim Modernista, do século XX, com maciços de árvores, foi idealizado pelas formas de suas plantas. 


Outra coisa que dá vida ao belíssimo parque são os animais soltos, como pavões e esquilos ( estes na inusitada cor ferrugem e mostrando certa intimidade com os visitantes). 



Depois de percorrer as aléias chegamos finalmente à entrada principal do Parque, voltado para a Aleje Ujazdowiskie. Ali se encontram os  belos canteiros de rosas e o  famoso monumento em homenagem à Chopin, É neste local que aos finais de semana, moradores e turistas se deleitam com as músicas do célebre compositor. Nós não tivemos oportunidade de assistir a um desses concertos, porque não sincronizou com o nosso calendário. Dizem que no inverno ele perde um pouco do brilho, escurece cedo, venta, ocorrem constantemente chuva ou neve, tornando o passeio desconfortável. Mas felizmente pudemos apreciar  o parque em sua plenitude sob o céu de um azul intenso. 
Entrada principal com monumento à Chopin e canteiros de rosas
Numa de suas extremidades, voltado para a grande avenida há ainda um Observatório Astronômico, que pertence à Universidade de Varsóvia e na outra ponta o Palácio Belvedere. 

STARÉ MIASTO OU CIDADE VELHA

Quando estávamos fazendo nosso roteiro fiquei preocupada em adicionar a Polônia . Pouco sabia do país e da sua capital, e meu conhecimento quase que se restringia aos horrores da guerra. Minha amiga Wânia , uma viajante contumaz,  me animou e falou das cores do centro urbano mais antigo  e que fazem o encanto da nova  Varsóvia.
Bem, agora estávamos  ali,  na PLAC ZAMBOWY diante da cidade Velha cheia de história, coração da cidade há séculos. Pela sua situação geográfica a Polônia foi invadida por vários povos vizinhos. O que se repetiu na  Segunda Grande Guerra com a consequente transformação em ruínas dos principais prédios. Hoje a "nova cidade velha", renascida das cinzas é uma referência e o  seu marco inicial. Um oásis de paz e de alegria, onde as pessoas passam momentos agradáveis de descontração e lazer.  A COLUNA DE SEGISMUNDO, por exemplo, no centro da Praça do Castelo é onde se marcam os encontros, inclusive para o tour a pé pela cidade. A área refeita  não é grande e representa cerca  de 10% do anteriormente existente, segundo informações obtidos no local. A velha Varsóvia e mesmo a Coluna não resistiram aos  bombardeios e  à depredação. Esta foi partida em vários pontos assim como a estátua que foi bastante danificada. Refeitas, o pedestal  ostenta uma altura de 22 metros, a estátua de bronze  aproximadamente 3 metros.  O monumento  original data de 1644 e foi mandado erigir em homenagem ao Rei Segismundo II, Waza, que transferiu a Capital de Cracóvia para Varsóvia.

Plac Zambowy ; à direita da fotos o Castelo Real, ao centro o casario , ao fundo a Igreja de São João e em primeiro plano a imagem de Segismundo 

Estátua de Segismundo III Waza
Ali na Praça diante do Castelo e aos pés desta Estátua começa a famosa ROTA REAL, que passa pelo Palácio Lazienki e termina no Palácio Willanów. A longa avenida que permite fazer este trajeto tem no seu início o nome de  Krakowskie Przedmiescie. Considerada das mais belas ruas da cidade, tem dois largos passeios para pedestres e no seu centro corre  apertada, a via carroçável. Ela se encontra com a  Nowy Swiat outra rua gostosamente agitada. Falaremos das duas adiante.


O CASTELO - www.zamek-krolewski.pl Por ora vamos explorar o interior da Cidade  Antiga. O Castelo Real foi  residência dos soberanos e hoje alberga um museu, pequeno porém muito bonito. Sua fachada em tijolos tem 90 m de extensão, nos seus extremos possui torres quadradas com o pináculo de influência da arquitetura russa. O prédio é usado para receber visitas oficiais de Estado. As suas salas foram o mais fielmente possível colocadas nas condições originais. Junto ao Castelo está outro museu, o Palácio do Telhado de Cobre que expõe coleção de tapetes orientais e outros objetos de arte decorativa.

Ruas de nomes complicados e detalhes das casas ( tudo refeito)
Esta região era cercada por uma muralha. Fortalezas sempre tiveram correlação com segurança e portanto esta também visava proteger o burgo. Nos dias atuais foi reerguida, em tijolos, assim como o portal monumental da entrada. Tem o nome de Barbacan. Já dentro de seus muros as casas são multicoloridas, em tons  pasteis e sua arquitetura  tem variadas influências, da região dos Bálcãs.  Os detalhes encantam, e contrastam com os nomes das ruas, cheios de consoantes. A rua Swietojanska (da foto acima) liga a Praça do Castelo à Praça do Mercado, que é outro ponto de grande beleza e de encontro de pessoas, por concentrar grande numero de bares e restaurantes, além de museus e teatros. No número 20 está sediado o MUSEU DE LITERATURA - ADAM MICKIEWICZ, famoso poeta e ensaísta Ucraniano que residiu na Polônia e lá se projetou.





Como se vê das fotos a Praça do Mercado ou  Rynek Starego Miasta é  um local bem frequentado, nestes dias de verão e começo do outono. Muito iluminada pelo sol e pela claridade do céu azul,  os bares de calçada ficam cheios de ruidosos frequentadores. Além disto há as feiras dispostas em retângulos, ao longo da Praça e os artistas expõem seus quadros e trabalhos dentro daquele limite. Uma sereia e um poço são os marcos do local.

Praça do mercado ou 

outro ângulo da Praça do Mercado; o poço, a sereia  e  casario



Barbacan Waszwski , fortaleza que separa a Cidade Velha da Nova

Portões de entrada da Fortaleza Barbacan





Decifrando o cardápio

Aconchegante restaurante da Cidade Velha

Loja na Rua Swietojanska



Basilica de São João

Barbacan 
Depois de almoçarmos , ainda visitamos o Barbacan, caminhamos sobre as muralhas que contornam parte do casco histórico e a Igreja de São João, onde eram coroados os soberanos do país. Área bem cheia de turistas.  Isto tudo,  antes de retornarmos ao ponto central, qual seja o da Coluna de Segismundo de onde partimos pela charmosa rua KRAKOWSKIE PRZEDMIESCIE sem um objetivo fixo, apenas para ver a vitrines, ver os parques e palacetes que a margeiam. O nome é complicado,  mas a rua é um show. É por ela que talvez façamos a Rota Real. Com certeza iremos ao outro extremo só que a pé será difícil. Há duas versões conhecidas ´para explicar esse itinerário: a primeira é que seria o caminho feito tradicionalmente pelas famílias reais, que se deslocavam de um prédio para o outro. A outra é que seguiu apenas um traçado de restauro, pelos seus casarões e outras características locais visando incrementar o turismo.  





Residencial Presidencial


Limpeza e estética caminham juntas nesta bela central

 Com vasos de flores e uma arquitetura típica é muito aprazível percorrê-la, com a vantagem de que seguindo por ela se chega sem muito esforço à Igreja de Santa Cruz e ao Monumento a Copérnico, ficando ali perto também a Estação de Metro Nowy Swiat - Universytet.
Logo quem sai da Praça do Castelo  o primeiro prédio à esquerda é o da Biblioteca Nacional ( Centralna Biblioteka Rolnicza im Michala Oczapowiskiego)  com um grande cartaz do Papa Polonês na sua fachada.


 Mais adiante encontra-se o   Palácio Presidencial ( residência do presidente),com a estátua equestre do Príncipe Jósef Poniatowski, à sua frente. Os  palacetes de ambos os lados da via são prédios destinados à Administração Pública, à  Universidade ( como o neo clássico Palácio Tyszkiewicz) , a uma Galeria de Arte, ou pertencem a particulares, como o  luxuoso Hotel Bristol. Logo ao lado da Residência Presidencial  encontramos  a Igreja (Kosciol Seminaryjna) em construção. Mais uma réplica da anteriormente derrubada pelos nazistas, baseando-se na pintura de Canaletto, que fica na rua para o povo mesmo conferir a verossimilhança.







A Krakowie  encontra-se com a Nowy Swiat, na altura da Igreja de Santa Cruz e do Monumento a Copérnico e  prossegue no mesmos espírito da anterior, uma movimentada rua com um comercio diferenciado, bons restaurantes e barzinhos. Ali paramos numa loja Inglot para comprarmos blush, pó, batons etc.. Uma maravilha. É a "MAC" do leste Europeu, contudo ainda melhor porque une qualidade a preço.
Para continuar pela ROTA REAL é  melhor pegar uma condução, tram ou táxi, para chegar até o Palácio Wilanow. Os trams saem  da Pl Zamkowy ( números 116/503 e 519) e fazem o percurso em cercade 40 minutos. A pé leva-se por volta de  2 horas e 20 minutos. Quem quiser se aventurar e tiver pernas que resistam sigam este itinerário; Plac Zamkowy, Rua Krakowie Prdemiescie, Nowy Swiat, Plac  Trzech Krzyzy ( da bela igreja de St Alexander),
Igreja de St Alexandre no final da Nowy Swiat
Prosseguindo, Wiejska, Gornoslaska, Mysliwiecka, Listopada, Czernia Kowska, Wilostrada, Powsinska, Wiertnicza,  Stanislawa Kostki Potockiego.e chegada ao Palácio Wilanów.

PALACIO WILANOW
www.wilanow-palac.pl
Palácio Wilanow free images internet

Trata-se de um prédio barroco em branco e amarelo, situado no numero 10/16 da Aleje Stanislawa Kostki Potockiego. Foi a única grande relíquia a resistir aos bombardeios e às destruições da guerra. Rodeado de jardins, teve forte influência francesa, tanto assim é que é chamado de a Versailles Polonesa. Construído no final do século XVII guarda o antigo esplendor pela conservação e cuidados que recebe. O parque que o rodeia  é perfeito tanto para ser apreciado do chão como do alto ( não precisa sobrevoar, basta olhar pelo Google Earth), cuja visualização permite perceber o seu projeto e a sua concepção. No interior seus salões são requintados, sendo belíssima a pomposa sala da jantar. Observe o piso, as obras de arte e o  mobiliário que o adornam. Um luxo!
Os jardins são muito frequentados nos períodos mais quentes do ano e usados para concertos e shows públicos. 

O FAMOSO PIEROGI




E assim termino a descrição do que vi na Capital Polonesa, e foi pouco. Como já tive oportunidade de dizer, a cidade é grande, cheia de história e cada monumento conta alguma coisa. Portanto, com as dicas que dei, cabe a você fazer novas descobertas e quem sabe , dividir este conhecimento com o público, como eu tenho feito até agora. 
Antes, porém, de seguirmos para Cracóvia, a antiga e bela capital da Polônia, vou falar um pouco do Pierogi, prato típico do País e muito parecido com as massas  italianas, mas tem algo mais....
Na minha casa, desde tenra infância nós costumávamos  ter à mesa este sensacional prato, porque o meu pai teve convívio com poloneses, em Santa Catarina, sendo convidado para saborear essa delícia em suas casas. Minha avó que era uma culinarista de mão cheia, aprendeu e requintou a receita, fazendo sopas e incrementando o prato com vários molhos Foi esta memória,  a primeira identificação que tivemos com os nossos anfitriões. Pedimos o endereço de um restaurante onde pudéssemos degustar o prato. Foi com muita alegria (por demonstrarmos conhecimento de sua cultura gastronômica) que eles  nos indicaram o ZAPIECEK, Trata-se de uma cadeia de restaurantes que tem como carro chefe este prato típico e há vários deles pela cidade. O mais próximo para nós foi o da Aleje Jerozolimskie 28 (www.zapiecek.eu) , quase na esquina da palmeira ( que está no cruzamento com a Nowy Swiat). Eles apresentam todos o mesmo layout  e por isto são facilmente identificáveis. Além de ambiente agradável,  a comida é caprichada e o serviço também. Na nossa casa comíamos o Pierogi com o seu recheio convencional (ricota, batata e salsinha ), A massa era caseira, O "pastelzinho" deste prato è maior que os conhecidos raviolis e é cozinhado em bastante água, sal e um fio de óleo,  obedecendo os mesmos procedimentos do macarrão. Lá em casa, o  molho é que poderia ser alterado, ora de tomate fresco e ervas, ora puxado   na manteiga etc... Tudo variava conforme o humor da minha avó, no dia. Na Polônia comemos também com molhos diferentes, no caso até com um toque de sofisticação  como o de frutas vermelhas, queijos, ou mesmo nata, É a evolução da culinária, sempre agregando algo novo e um é um ótimo exercício para o paladar. ENJOY... See you in "Kraków",  the former Capital of Poland where was Born The Pope "Janna Pawla II." 





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